A ideia de que a alimentação tem tudo a ver com o autocuidado não é de hoje, mas têm ganhando força. Muito mais que um conceito teórico, há novas práticas que, ao se tornarem hábitos, trazem cada vez mais benefícios e maior atenção à saúde. Quem não quer a tão propagada qualidade de vida?

 O autocuidado traz vantagens em cadeia. A primeira pessoa impactada positivamente é quem o adota. Depois, vêm as melhorias para a família, amigos e pra própria sociedade.

Caso contrário, ou seja, quando as pessoas não se cuidam em relação à alimentação,  abusam de gorduras, sal, açúcar branco e na falta de horários, consomem de forma exagerada os refrigerantes e optam pelo junkfood, todos sofrem o prejuízo.

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Valor inestimável

Tudo começa com a reflexão sobre o quanto somos responsáveis pela busca da própria felicidade. Cabe à gente, melhorar o modo de nos relacionar conosco mesmo. Isso é autoconhecimento. Aí sim passamos a reconhecer o valor do cuidado com a alimentação e da saúde.

Como tão bem expressou o pai dos nutricionistas portugueses e médico Emílio Peres na frase que ganhou o mundo: “somos aquilo que comemos”. A alimentação saudável aliada à prática da atividades físicas regulares dão prazer. E regulam nosso metabolismo. Os resultados aparecem rápida e constantemente. 

Sempre que investimos no aumento de nossa consciência referente à alimentação, lidamos com questões fisiológicas e emocionais. O processo de auto-observação é fundamental pra descobrir quais orientações têm mais aderência ao nosso estilo de vida, modo de ser e de sentir.

Ou seja, nem sempre do que funciona pro seu amigo ou vizinho vai funcionar bem pra você. É importante que a mudança de hábitos alimentares traga um ganho pra sua relação com a comida e à imagem que você tem do seu corpo. E isso também diminuí os efeitos negativos da autocrítica. E fazendo crescer o amor que tens por si mesmo. 

Não pode significar uma angústia permanente. Afinal, estamos falando da fonte de nutrição, algo pra lá de positivo.

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Alimentação orgânica: qualidade atestada

Se você está lendo este artigo, já deve ter se perguntado se deve adotar ou não a alimentação orgânica. Fez muito bem. Este é um bom exemplo do que comentamos acima. Passar a se alimentar apenas de orgânicos só porque estão na moda e por reunirem muitos benefícios como prevenir doenças é um erro. 

Nada contra os alimentos orgânicos. Pelo contrário. Está provado que são produzidos em solos ricos e balanceados com adubos naturais. Têm alto valor nutricional e, por não serem alvo de fertilizantes e nem de agrotóxicos, conservam o sabor natural das coisas.

A qualidade do produto orgânico é atestada por um Selo de Certificaçãofornecido por associações fiscalizadoras da produção e da comercialização. Eles não têm resíduos tóxicos. Não poluem lagos e rios.

Mas exigem locais de compra diferenciados. Muitas vezes, ainda são mais caros. E demandam receitas nem sempre comuns. Antes de aderir 100% a eles, é recomendado avaliar tudo isso. E começar gradativamente.

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Veganismo: prós e contras

E o que dizer da prática vegana? Toda moeda tem dois lados. Pode ser bastante saudável excluir carnes e todos os produtos de origem animal como ovos, queijo, leite e outros da sua vida. A alimentação vegana é rica em nutrientes, mas deve ser feita de maneira bem regrada pra dar certo. 

Ao eliminar vários itens de origem animal, é importante saber equilibrar a dieta que garantir os nutrientes necessários ao bom funcionamento do seu organismo. Uma dieta vegana desbalanceada podem incluir sintomas como: dor de cabeça, cansaço, irritação, fadiga, perda de massa muscular e até falta de equilíbrio.

Pra não passar por isso, a escolha do cardápio é bastante criteriosa e deve ser seguida à risca. Com um consumo bem diverso e inclusão de frutas e legumes específicos, verduras, muitos grãos e cereais ricos em proteína como o feijão, o grão-de-bico e a lentilha.

É importante pontuar que o veganismo não significa substituir apenas carne por soja. Muito pelo contrário, há alimentos como brócolis, por exemplo, que são ricos em proteína e devem ser incluídos na dieta.

Além disso, o veganismo é uma filosofia. Trocar a alimentação para eliminar a crueldade da indústria da carne é apenas um passo. Ele busca eliminar por completo o consumo de qualquer produto de origem animal (vestuário, cosméticos etc.). Também busca um consumo mais consciente como priorizar comprar em pequenas empresas e agricultores locais a fim de estimular a economia local, por exemplo.

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Fastfood X slowfood. Eis a questão!

Comer deve ser um ato de prazer. O chamado fastfood não é o melhor amigo do tempo. Este tipo de alimentação está diretamente ligado à pressa. Ao alimenta-se sem dar a devida atenção ao que se está fazendo, pouco se sente o sabor da comida. A sensação de saciedade é o que importa. Mesmo passando rapidamente. 

Já o slowfood é uma tendência que veio pra ficar. Porque está trazendo satisfação pra muita gente. Experimente. As refeições são feitas de modo tranquilo. Você deve apreciar o sabor e a consistência de alimentos variados com calma. O slowfood significa comer devagar, sentando-se à mesa, com atenção integral ao seu prato. Sem a companhia de TV ou celular. 

Este movimento no âmbito da alimentação saudável não é uma tendência vegana, nem  vegetariana. O conceito parte do princípio de que o que comemos influencia tudo á nossa volta. Por isso, recomenda produtos artesanais, de qualidade e produzidos com respeito ao meio ambiente e às pessoas.

O alimento no slowfood deve ser bom, limpo e justo. Ou seja, ter sabor e ser cultivado sem prejuízo a nada e a ninguém. E o produtor deve receber um valor justo pelo trabalho realizado.

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Dicas: O que fazer para ter a alimentação como autocuidado

  • Diminua ou elimine o consumo de bebidas alcoólicas.

  • Escolha alimentos o mais naturais possíveis. Precisou abrir muita embalagem? Sinal de que não faz bem. 

  • Desenvolva hábitos mais saudáveis em relação ao consumo de bebidas em geral. Prefira sempre a água.

  • Partilhe habilidades culinárias. Faça do ato de cozinhar, um momento de união familiar. O preparo dos alimentos, o planejamento das refeições, compras, cardápio, organização e limpeza da cozinha são etapas que, compartilhadas, ficam mais divertidas. E não sobrecarregam ninguém.

  • Dê preferência às receitas baseadas em alimentos menos processados. Coma arroz, feijão, saladas, cereais, legumes, frutas, verduras, raízes, tubérculos, carnes magras, peixes, ovos e leite.

  • Use pouca quantidade de óleos, gorduras, sal e açúcar ao cozinhar e ao temperar alimentos.

  • Evite a todo custo os alimentos congelados, processados, industrializados, como os enlatados, em calda, cristalizadas, além de biscoitos recheados, sorvetes, cereais açucarados, macarrão instantâneo, pizzas, hambúrgueres e salsichas.

  • Se puder, consulte um nutricionista pra te ajudar a montar uma dieta de acordo com seu perfil.

Como vimos, comer de maneira a te ajudar e a sociedade é mais prazeroso e benéfico. Você pode transformar a comida em vilã ou mocinha da sua saúde. A escolha é sua. 

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