Ela chega de mansinho. Às vezes, nem tanto. Com sintomas similares aos de outras doenças que afetam a saúde mental, a síndrome de Burnout tem como características principais, a exaustão, a ausência total de perspectivas e uma sensação duradoura de ineficiência.

Como tudo isso é muito subjetivo, somente um psiquiatra ou psicólogo pode dar o diagnóstico. Estima-se que no Brasil 30% dos profissionais tenham essa doença. Gostaria de saber mais? Leia nosso artigo!

Síndrome de Burnout: Quanto mais informação, melhor

Conversation - Saúde mental: entenda mais sobre a síndrome de Burnout

Em 2018, a International Stress Management Association, cuja sigla é Isma-BR, fez um levantamento envolvendo profissionais ativos do mercado. O dado que mais surpreendeu foi de que mais de 33 milhões trabalhadores tinham, naquele ano, a síndrome de Burnout.

Por conta disso, o assunto vem tomando conta das rodas de conversas. As pessoas querem saber mais.

E nada como se informar com quem realmente entende do tema. Seja na área médica ou com pacientes. Os que já passaram por isso foram obrigados a compreender do que se tratava de uma hora pra outra.

O que se sabe é que as vítimas ficam paralisadas. Não física, mas emocionalmente. Elas não veem saída e o que antes era um cansaço, que poderia ser resolvido com descanso, vira uma exaustão incontrolável. E não tão fácil de solucionar. 

Diante deste quadro, outros sinais acabam aparecendo como:

  • dores no corpo;
  • falta de sono;
  • dificuldade de concentração;
  • falta de apetite;
  • compulsão alimentar;
  • e outros.

Boa notícia: Existe tratamento

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A síndrome de Burnout demanda psicoterapia e talvez medicamentos. O primeiro passo em relação ao tratamento da doença é reconhecer a necessidade e que se trata de um mal impossível de superar sozinho. Por isso, a necessidade de intervenção profissional. 

O tratamento integral pode ser buscado na rede particular e também gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e nos Centros de Atenção Psicossocial, um dos serviços que compõe a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Para entender melhor a síndrome de Burnout, vale lembrar que em inglês, “burn” significa queima. E “out” é o mesmo que exterior. Sendo assim, poderia se dizer que o cérebro está queimando por fora e se desorganizando por dentro. 

Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional — como também é conhecida — é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico e mental. Todos eles são resultantes de situações de trabalho desgastante, nas quais há muita competitividade e excesso de responsabilidades. 

A principal causa da doença é justamente o excesso em vários sentidos. Ela também pode acontecer quando o profissional planeja ou é pautado para objetivos e metas de trabalho muito difíceis. E passa a achar que não tem mais capacidade suficiente para os cumprir.

Familiares podem ajudar

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Mesmo assim, esta seria uma interpretação simplista. A doença é resultado de um estado de depressão profunda. De acordo com o Ministério da Saúde, várias  situações de trabalho desgastantes podem levar a pessoa a desenvolver a síndrome.

Não é de hoje que os ambientes corporativos são permeados por muita competitividade, excesso de responsabilidades e sobrecarga. Este peso acumulado nos ombros e a forte pressão presente no ambiente levam o ser humano a entender que não é mais capaz de suportar. 

Mais comum entre os trabalhadores da área médica, entre eles os médicos e enfermeiros, e também presenta entre jornalistas, professores, atendentes de telemarketing e policiais, a síndrome de Burnout não é identificada por exames. Infelizmente, não aparece numa ressonância magnética, tomografia, radiografia ou coleta de sangue.

Uma vez que a pessoa aceita pedir ajuda, o médico psiquiatra ou o psicólogo entram em cena. Eles fazem uma análise das informações obtidas junto ao paciente, observam comportamentos e ouvem também os familiares pra chegar a um diagnóstico. 

Os parentes e, por vezes, os próprios gestores da pessoa acabam tendo um papel fundamental no início do processo. Eles não somente auxiliam a pessoa a reconhecer alguns sintomas característicos, como a convencem de ir ao médico. Por isso, a escuta sem julgamento pode ser considerada um primeiro remédio.   

Os medicamentos que, geralmente, incluem antidepressivos, ansiolíticos e estabilizadores de humor também podem ser conseguidos na rede pública. Aliados à psicoterapia, como já dissemos, estes medicamentos são poderosos para controlar os sintomas e ajudar a pessoa a retomar a sua rotina. 

Prevenção e qualidade de vida 

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Uma boa qualidade de vida pode prevenir a síndrome de Burnout, bem como outras doenças mentais. Hábitos e atitudes positivas diante da vida fazem a diferença e acabam interferindo positivamente em outros quadros clínicos. 

Mesmo que você não tenha os sinais e sintomas descritos neste artigo e nem tenha as profissões citadas, nossa dica é pra que você não perca tempo. As recomendações abaixo são para qualquer idade. Vamos se cuidar? 

  • Pratique exercícios físicos regularmente. Escolha alguma coisa que você goste muito de fazer. Pode ser jogar, caminhar, correr, nadar, levantar peso, fazer alongamentos, dançar, andar de bicicleta ou lutar. O importante é mexer o corpo. 
  • Durma de 7 a 9 horas por noite, dependendo da sua idade. O sono é um bom remédio pro organismo se recompor do desgaste de um dia de trabalho exaustivo. Se sentir dificuldade pra pegar no sono, ouça uma música calma. 
  • Procure abertura para conversar com seu líder no trabalho. Coloque as cartas na mesa. Explique sua situação sem medo e negocie prazos, projetos e até mesmo uma maior flexibilidade na sua jornada. Emprego, muitas vezes, se consegue em outro lugar. Sanidade mental, não. 
  • Ansiedade, tristeza, sensação de incapacidade e outros sintomas que incomodam bastante podem ser controlados com uma alimentação saudável. Busque na internet as dietas que têm mais aderência ao seu perfil. Ou, se puder, consulte um nutricionista pra que seja elaborado um cardápio customizado às suas necessidades.
  • Pratique yoga e meditação. Estas atividades milenares trazem bem-estar físico e emocional. Não substituem a presença dos profissionais de saúde, mas são um grande passo rumo à sua estabilidade e equilíbrio. 

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