O mercado de trabalho está agitado. As opções para os bons profissionais são muitas. E empreender é a bola da vez. Mas em meio a tudo isso, a ansiedade pode aumentar e a sobrecarga de atividades também. Atualmente, a Síndrome de Burnout vem ganhando espaço como uma das doenças mentais que preocupam.

Médicos, pesquisadores, empresários, profissionais de RH e psicólogos estão voltando seus olhos para o tema. O que antes era classificado apenas como uma carga elevada de estresse e que bastava um pouco de descanso para sanar, hoje precisa ser avaliado com cuidado.

Se você perceber alguns sinais em si próprio ou em alguém que trabalha com você ou simplesmente convive, informe-se sobre a doença. E, se for o caso, busque ajuda profissional rapidamente.

Aconselhe quem possivelmente está passando pelo problema. Quanto antes ter certeza, mais facilmente se resolve a questão.  

síndrome de burnout

Para entender melhor a Síndrome de Burnout

Esse nome vem do inglês. Se você jogar no tradutor do Google, vai encontrar lá o termo esgotamento. Mas burnout é uma palavra que pode ser traduzida para o português como “queimar por completo”.

Síndrome de Burnout é um intenso desgaste promovido por uma doença psíquica que pode afetar tanto homens, quanto mulheres. E trazer desconforto e uma série de sintomas físicos e psicológicos.

Como toda doença, o ideal é que o diagnóstico seja feito por um médico. Neste caso, um psiquiatra. Este assunto é coisa séria. De acordo com a Associação Internacional de Gestão de Estresse, cerca 32% dos profissionais brasileiros passam por algum tipo de esgotamento no trabalho.

E um levantamento de 2016 aponta que a Previdência Social (INSS) registrou 75,3 mil afastamentos por esse tipo de doença.

Sempre é bom conhecer os principais sinais e características do distúrbio:

  • Sensação de extrema exaustão (cansaço excessivo).
  • Baixa autoestima.
  • Desesperança.
  • Nervosismo.
  • Acúmulo de estresse, principalmente no trabalho.
  • Apatia e indiferença diante de coisas e pessoas que antes eram queridas.
  • Grande dificuldade para se concentrar em atividades simples e que até então faziam parte da rotina.
  • Isolamento social.
  • Falta de vitalidade.
  • Alteração nos batimentos cardíacos.
  • Ausências injustificadas no trabalho.
  • Uso de medicamentos e/ou bebidas alcoólicas para relaxar.
  • Pensamentos pessimistas recorrentes.
  • Alterações bruscas de humor, chegando à total passividade e/ou violência.
  • Lapsos sérios de memória.
  • Dores de barriga, de cabeça, tonturas, desconfortos gastro-intestinais.

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A melhor forma de prevenção

Como você deve estar se dando conta nesta altura do campeonato, a Síndrome de Burnout é uma doença profissional. Tanto é que muitas empresas, principalmente as mais antenadas, estão seriamente dispostas a mudar o quadro de qualidade de vida de seus funcionários.

As startups têm oferecido ambientes que, além de criativos, permitem às pessoas, o relaxamento, atividades que trazem prazer como jogos, por exemplo e mais presença de áreas verdes. Em algumas, tem até redes para aquela sonequinha após o almoço.

Mas não é apenas o seu empregador, chefe ou quem quer que seja que tem que tomar as providências para você ficar longe das doenças mentais. Você mesmo pode tomar algumas atitudes simples que garantem seu bem-estar e podem te colocar fora da zona de risco. Dê uma olhada nestas sugestões:

  • Troque os elevadores pelas escadas. Em casa ou no trabalho, a tentação de seguir pelo mais fácil é grande. Mas subir ou descer escadas é um excelente exercício físico pra descarregar a tensão emocional. Tente!   
  • Não se sabote. Como já dizia o filósofo e educador Mario Sergio Cortella: “você já viu uma pessoa que teve enfarte dizer que não tem tempo pra atividade física regular?” Então, comece hoje mesmo numa academia ou passe a treinar seu esporte predileto.
  • Sempre que possível, faça suas refeições, desde o café da manhã, passando pelo almoço, lanche da tarde e jantar, longe do seu celular. Adote uma dieta saudável e saboreie os alimentos. Se estiver com alguém, olhe nos olhos da pessoa e converse sobre temas leves que não estejam diretamente relacionados à trabalho.
  • Você já conhece o poder da meditação? Ninguém está querendo que você se torne um monge budista. Mas há várias técnicas de Yoga e de respiração que podem ajudar muito no seu dia a dia. Nem que seja por alguns minutos no começo. Experimente se concentrar no aqui e agora. Faz um bem incrível!  
  • Tente sempre descansar adequadamente. Uma boa noite de sono com pelo menos 7 ou 8 horas diárias vale ouro.
  • Relaxe e mantenha o equilíbrio entre o seu trabalho e a vida pessoal com lazer e encontros familiares e com amigos.
  • No trabalho, se esforce incansavelmente para delegar atividades e responsabilidades. Estabeleça metas realistas e não tenha medo de recusar exigências que não façam sentido pra você ou que não estejam de acordo com seus valores.  
  • Faça checkups periodicamente. E nunca postergue uma visita ao médico devido ao excesso de trabalho. Isso pode lhe custar caro.

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Uma vez com o diagnóstico em mãos, calma! Existe tratamento! 

Se você tomou todos os cuidados, mas sua desmotivação só vem aumentando e a situação foi se repetindo e fugiu do seu controle, não hesite. Busque ajuda profissional.

Você já faz psicoterapia? Então, não esconda nada do seu psicólogo. Conte detalhadamente seus sintomas. Ele poderá orientar se você está passando ou não pela Síndrome de Burnout.

Agora, caso contrário, não vacile também. Faça uma consulta com um médico psiquiatra. Já vai longe o tempo que este tipo de especialidade da medicina era coisa pra louco.

Estes profissionais acompanham de perto todas as pesquisas científicas na área e poderão acertar no diagnóstico.

De um jeito ou de outro, caso o diagnóstico da Síndrome de Burnout se confirme, o tratamento é possível. Será necessária a prescrição de medicamentos antidepressivos e/ou ansiolíticos, aliados à psicoterapia.

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Como trata-se de um mal que permeia a vida das pessoas de diversos profissões com dupla ou tripla jornada de trabalho e sob pressão, as recomendações do médico variam na mesma proporção. E sempre incluem mudanças de hábitos e de estilo de vida.

A Síndrome de Burnout é mais comum na vida de executivos e pessoas que atuam nas áreas de:

  • Assistência social.
  • Educação.
  • Saúde.
  • Recursos Humanos.
  • Penitenciárias.
  • Polícias civis e militares.
  • Corpo de Bombeiros.

Mas, entre outros, todo mundo que tem alto nível de tensão, sobrecarga de trabalho e responsabilidade exagerada por si próprio, por sua família e equipes de funcionários também pode desenvolver a Síndrome de Burnout.

A doença não é nova, mas o conhecimento sobre ela sim

Muitos acreditam que se trata de uma doença nova, dos tempos atuais. Mas não. A Síndrome de Burnout foi descrita pelo psicólogo e médico alemão, Herbert Freudenberger (1926 – 1999), em 1974. Interessante notar que, inicialmente, ele diagnosticou a doença em si mesmo.

Apesar do caráter depressivo, o distúrbio tem cura. Seguindo o tratamento adequado e adotando as medidas recomendadas por especialistas, a vida pode voltar ao normal.

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